A teoria evolutiva tradicional explica a adaptação e diversificação por meio da mutação aleatória e seleção natural. Embora eficaz para explicar a variação de traços e otimização da aptidão, esse quadro fornece uma compreensão limitada dos princípios físicos subjacentes ao surgimento espontâneo de sistemas complexos e ordenados. Propõe-se uma teoria complementar: que a evolução é fundamentalmente impulsionada pela redução da entropia informacional. Fundamentada na termodinâmica fora do equilíbrio, teoria dos sistemas e teoria da informação, essa perspectiva postula que os sistemas vivos emergem como estruturas auto-organizadoras que reduzem a incerteza interna extraindo e comprimindo informações significativas a partir do ruído ambiental. Esses sistemas aumentam em complexidade dissipando energia e exportando entropia, enquanto constroem arquiteturas internas coerentes e preditivas, em total conformidade com a segunda lei da termodinâmica. A redução da entropia informacional é conceituada como operando em sinergia com mecanismos darwinianos. Ela gera a complexidade estrutural e informacional sobre a qual atua a seleção natural, enquanto mutação e seleção refinam e estabilizam aquelas configurações que gerenciam mais efetivamente energia e informação. Esse quadro amplia modelos termodinâmicos anteriores ao identificar a coerência informacional, e não a eficiência energética, como o principal motor evolutivo. Métricas recentemente formalizadas, como Gradiente de Entropia da Informação (IEG), Taxa de Redução da Entropia (ERR), Eficiência de Compressão (CE), Razão Normalizada de Compressão da Informação (NICR) e Redução da Entropia Estrutural (SER), fornecem ferramentas testáveis para avaliar dinâmicas redutoras de entropia em sistemas biológicos e artificiais. Apoio empírico é proveniente de domínios diversos, incluindo redes autocatalíticas na química prebiótica, simplificação genômica na evolução microbiana, codificação preditiva em sistemas neurais e o acoplamento energia-informação em ecossistemas. Juntos, esses exemplos demonstram que a redução da entropia informacional é uma característica onipresente e mensurável de sistemas em evolução. Embora este artigo apresente uma perspectiva teórica e não resultados empíricos, oferece uma explicação unificadora para importantes transições evolutivas, o surgimento da cognição e consciência, o avanço da inteligência artificial e a potencial universalidade da vida. Ao incorporar a evolução nas leis físicas gerais que acoplam a dissipação de energia à compressão informacional, este quadro fornece uma base gerativa para pesquisas interdisciplinares sobre a origem e trajetória da complexidade.
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Carlos Montaño
Universidad Autónoma de Ciudad Juárez
Frontiers in Complex Systems
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Carlos Montaño (qui,) estudou esta questão.
synapsesocial.com/papers/68c19f7f54b1d3bfb60dab2c — DOI: https://doi.org/10.3389/fcpxs.2025.1630050
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