RESUMO: Este artigo propõe uma articulação teórica inédita entre a Teoria Marxista da Dependência (TMD) e a Crítica da Razão Dualista para analisar a crise estrutural da universidade pública nos países periféricos. Argumenta-se que a universidade não é apenas vítima do capitalismo dependente, mas um de seus dispositivos mais sofisticados de reprodução da desigualdade. A partir da categoria de superexploração do trabalho (TMD) e da crítica à modernização disforme (razão dualista), evidencia-se que a dualidade institucional da universidade - excelência para poucos, precariedade para muitos - é estratégia funcional do capital, e não desvio. O texto analisa a financeirização da vida acadêmica, o esgotamento docente e a captura simbólica do conhecimento, sugerindo que resistir é mais do que preservar: é reinventar a universidade desde o comum. Ao final, defende-se uma crítica total - não moralista, mas comprometida com a insubordinação das formas de vida e pensamento na periferia.
Júnior et al. (Thu,) studied this question.