RESUMO O escurecimento do tecido adiposo branco, ao ativar moléculas centrais como PRDM16 e UCP1 para regular o metabolismo energético, exibe um efeito de faca de dois gumes em doenças metabólicas e tumores, tornando-se um tema de grande interesse na pesquisa atual. Este artigo revisa sistematicamente suas características biológicas e redes regulatórias, incluindo mecanismos de múltiplas vias mediados por hormônios, fatores de transcrição, RNAs não codificantes e metabólitos. Resume métodos de indução endógenos e exógenos, como exposição ao frio, hipertermia local, eletroacupuntura, exercício físico, dieta e microbiota intestinal. Pesquisas indicam que o GLP‐1 pode atuar como um alvo terapêutico para obesidade e síndromes metabólicas ao aumentar a termogênese, melhorar a resistência à insulina e modular a inflamação. No entanto, dentro do microambiente tumoral, ele pode inibir tumores por meio de competição por nutrientes ou acelerar a progressão da caquexia, com efeitos específicos variando de acordo com os tipos e estágios tumorais. Este artigo explora ainda estratégias de translação clínica, como agonistas do receptor de GLP‐1 e nanomateriais fototérmicos, analisando gargalos técnicos, diferenças entre espécies e desafios éticos. Enfatiza a necessidade de um momento preciso para intervenções com base no estado energético do organismo. Pesquisas futuras devem esclarecer mecanismos moleculares, otimizar estratégias de direcionamento e avançar na sua translação segura em novas abordagens terapêuticas para doenças metabólicas e tumores.
Wang et al. (Wed,) estudaram essa questão.