RESUMO A retroalimentação eco-fenotípica — interações recíprocas entre características fenotípicas e dinâmicas ecológicas — é cada vez mais reconhecida como um motor dos padrões de biodiversidade, interações entre espécies e funcionamento do ecossistema. Através dessa retroalimentação, características fenotípicas como o tamanho corporal podem responder rapidamente à variação ambiental por meio de alterações plásticas ou evolutivas, alterando a abundância populacional, que por sua vez retroalimenta e molda a dinâmica das características. No entanto, não está claro se a força dessa retroalimentação permanece estável sob mudanças ambientais. Usando dados de monitoramento de longo prazo de 101 ecossistemas aquáticos e terrestres abrangendo múltiplas gerações, fornecemos a primeira síntese mostrando que o aquecimento e a riqueza de espécies enfraquecem sistematicamente o ciclo de retroalimentação eco-fenotípica, enquanto espécies com maior tamanho corporal mediano exibem uma retroalimentação mais forte. Nossas descobertas revelam que as mudanças climáticas podem erosionar acoplamentos chave entre características e demografia, e destacam a importância de integrar estruturas eco-fenotípicas na pesquisa sobre mudanças globais.
Zhao et al. (Mon,) estudaram essa questão.