Esta análise conecta a teoria do evento de Žižek com a ética de Levinas para explorar o décimo quinto romance de Paul Auster, Invisível, no qual o encontro com o rosto do Outro interrompe a coesão simbólica do evento e força a ação ética. Este artigo examina essas rupturas de múltiplas perspectivas e postula que a guerra e a violência não são meramente forças disruptivas que desmantelam a ordem social; ao contrário, através de mecanismos de poder, tornam-se fenômenos que são normalizados, socializados e institucionalizados. Baseando-se nessa fundação, Auster defende uma abordagem levinasiana à resistência: Quando o Outro emerge em um evento violento de maneira que é ao mesmo tempo estranha e sublime, a bondade deve ser internalizada pelo sujeito, permitindo que ele abrace a responsabilidade. A relação de 'não indiferença' entre o Outro e o sujeito incorpora a visão do autor sobre interações éticas, destacando que os sujeitos éticos devem confrontar a obrigação da escolha e trabalhar ativamente para aliviar os efeitos adversos das ocorrências violentas. Invisível não apenas elucida as perspectivas do autor sobre violência e guerra, mas também enfatiza o potencial dos eventos para reconfigurar a humanidade.
Cheng et al. (Qui,) estudaram esta questão.