Contexto: O câncer de mama (CM) é uma das principais causas de mortalidade relacionada ao câncer em todo o mundo e uma grande preocupação de saúde pública no México. Variantes regulatórias no KRAS, particularmente nas regiões 3′UTR e intrônicas, podem influenciar a expressão gênica através da ligação de microRNA e regulação transcricional. Métodos: Cinco variantes de nucleotídeo único regulatórias (SNVs) no KRAS (rs12228277, rs1137196, rs8720, rs12587, e rs12245) foram genotipadas em pacientes com CM e controles sem câncer. As associações foram avaliadas usando razões de chances (ORs) com intervalos de confiança (CIs) de 95%, ajustando para idade, uso de álcool e tabaco. A correção para testes múltiplos foi feita usando a taxa de descoberta falsa (FDR) de Benjamini-Hochberg. Análises de desequilíbrio de ligação (LD), combinações multilocais e análises funcionais in silico também foram realizadas. Resultados: As variantes rs12228277, rs1137196, rs8720, e rs12245 mostraram associações significativas em nível de genótipo com a susceptibilidade ao CM, todas permanecendo significativas após a correção da FDR (pFDR < 0,05). Nenhuma associaçãoClinicopatológica permaneceu significativa após a correção nas análises de variante única. A análise multilocal identificou combinações específicas de alto risco (por exemplo, envolvendo rs12228277, rs1137196, e rs8720) associadas ao aumento da susceptibilidade ao CM. Nível nominal, essas combinações mostraram associações com características clinicopatológicas, incluindo status positivo para receptores hormonais (PR e ER), marcadores de proliferação e subtipo Luminal B; no entanto, nenhuma permaneceu significativa após a correção da FDR. A análise de LD indicou ligação fraca entre as variantes. Análises in silico sugeriram potenciais efeitos regulatórios sobre a ligação de microRNA e a expressão do KRAS. Conclusões: Variantes regulatórias no KRAS estão associadas à suscetibilidade ao CM através de efeitos independentes e padrões combinatórios potenciais. Esses achados apoiam a relevância da variação não codificadora no risco de câncer e justificam estudos funcionais e de replicação adicionais.
Garibaldi-Ríos et al. (Tue,) estudaram esta questão.