Objetivo: A analgesia epidural torácica (AET) continua sendo o padrão-ouro atual para o controle da dor pós-operatória após toracotomia, mas está associada a complicações e contraindicações significativas. Este estudo avaliou se o bloqueio contínuo do plano do eretor da espinha (BCE) fornece analgesia não inferior à AET. Pacientes e Métodos: Pacientes adultos agendados para toracotomia eletiva foram randomizados 1:1 para receber AET contínua ou BCE. Os avaliadores de desfecho estavam cegos para a alocação dos grupos. No grupo AET, um cateter epidural foi inserido em T6–7 sob orientação fluoroscópica com confirmação da ponta em T5. No grupo BCE, um cateter foi colocado sob orientação ultrassonográfica no processo transverso de T5. Ambos os grupos receberam bolos de ropivacaína a 0,2% antes da incisão, seguidos por analgesia controlada pelo paciente por três dias. O desfecho primário foi a pontuação da escala numérica de dor em repouso no dia pós-operatório 1 com uma margem de não inferioridade de 2 pontos. Os desfechos secundários incluíram pontuações de dor nos dias 2–3, consumo de opioides, pontuações do QoR-15K e avaliações de dor crônica em 3 e 6 meses. Resultados: Cinquenta e três pacientes foram incluídos; 44 foram incluídos na análise de intenção de tratar modificada (BCE n=23; AET n=21). As médias das pontuações NRS em repouso no dia pós-operatório 1 foram 4,22±1,93 (BCE) versus 4,81±1,78 (AET). A diferença entre os grupos foi de −0,59 (IC 95%, −1,72–0,54; P=0,296), atendendo à margem de não inferioridade predefinida. Os desfechos secundários, incluindo pontuações de dor, consumo de opioides, pontuações de qualidade de recuperação-15 e avaliações de dor crônica em 3 e 6 meses, foram comparáveis entre os grupos. Nenhuma complicação maior ocorreu. Conclusão: O BCE contínuo demonstrou eficácia analgésica comparável à AET para controle da dor pós-operatória após toracotomia. Combinado com seu perfil de segurança superior e simplicidade técnica, o BCE pode servir como uma alternativa eficaz à AET na cirurgia torácica. Palavras-chave: manejo da dor pós-operatória, analgesia multimodal, anestesia torácica, anestesia regional, qualidade de recuperação.
Cho et al. (Qua,) estudaram esta questão.