RESUMO Pesquisadores sobre paternidade historicamente teorizam a maternidade e paternidade como questões de gênero, com foco nas mães como pais primários. Aumentando, estudiosos reconhecem a necessidade de entender a paternidade além do binário da paternidade heteronormativa e de gênero. Para expandir sobre abordagens teóricas que atendam a processos, fatores contextuais e relações de poder, este artigo expande criticamente os debates atuais na bolsa de estudos sobre paternidade, chamando para um exame da prática de paternidade através de uma lente de gênero crítica. Empregar teorias críticas, especificamente a teoria feminista, estudos críticos sobre homens e masculinidades, e a teoria da interseccionalidade, pode facilitar que a pesquisa familiar vá além de análises superficiais para interrogar os mecanismos ocultos através dos quais gênero e outras identidades sociais moldam as experiências vividas de mães, pais e cuidadores em diversas formas familiares. A pesquisa futura e as implicações para incorporar teorias críticas são apresentadas para examinar a paternidade como um espaço onde gênero e múltiplos sistemas de opressão e privilégio se cruzam e operam.
Sonia Molloy (Qui,) estudou esta questão.