Este artigo explora as consequências do apoio dos Estados Unidos à ditadura militar na Argentina de 1976 a 1983, por meio da provisão de ajuda política, militar e econômica ao regime repressivo. Empregando o arcabouço teórico dos estudos da memória, interrogo como os legados da intervenção externa dos EUA na Argentina impactam a memória coletiva da ditadura e dos direitos humanos nos dois países hoje. Volto-me para o estabelecimento de locais de memória argentinos - através do processo de justiça de transição do país - como um meio de lidar com os legados violentos do passado. Examino o que os Estados Unidos fizeram para reconhecer seu histórico de direitos humanos na Argentina e como pode ser responsabilizado por um processo de verdade e reconciliação mais conclusivo nos dois países. Ao trazer os estudos da memória e a política externa para uma conversa, argumento que a busca por verdade e justiça na Argentina pós-ditadura está incompleta sem o reconhecimento e a responsabilização dos Estados Unidos também.
Juliet Nadis (Sex,) estudou esta questão.