Resumo Contexto A participação do Brasil no PISA 2022 oferece uma oportunidade única para explorar como os resultados de aprendizagem variam entre regiões dentro de um sistema educacional descentralizado. Objetivo Avaliar se o PISA 2022 pode gerar estimativas estatisticamente confiáveis dos estados brasileiros em matemática e identificar os principais fatores ao nível do aluno, da escola e do estado que influenciam o desempenho. Métodos Analisamos as pontuações de matemática de 10.798 estudantes de 15 anos em 598 escolas nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Para avaliar a validade concorrente, as médias estaduais do PISA foram regredidas sobre as médias do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) de 2021. Em seguida, aplicamos um modelo linear hierárquico de três níveis — estudantes aninhados em escolas, aninhadas em estados — adicionando preditores passo a passo. Resultados As médias estaduais do PISA explicaram 64% da variância nas pontuações do SAEB (R² = 0,64), demonstrando forte validade concorrente com a avaliação nacional do 9º ano. Ao nível do aluno, preferência por matemática (β = 0,44), esforço antecipado sob avaliação (β = 0,18) e status socioeconômico (β = 0,14) foram os preditores positivos mais fortes, enquanto a repetência teve o maior efeito negativo (β = −0,43). Frequentar escola privada conferiu uma vantagem equivalente a aproximadamente quatro anos de escolaridade. Ao nível estadual, após controlar as variáveis de todos os níveis, apenas o Índice de Desenvolvimento Humano municipal (HDIm; β = 0,13) permaneceu estatisticamente significativo. Conclusões O PISA 2022 ilumina indicadores subnacionais da qualidade educacional brasileira e revela determinantes multilayer reconhecidos globalmente do desempenho em matemática. A integração rotineira de avaliações internacionais comparativas com avaliações nacionais pode ajudar a orientar políticas educacionais orientadas para a equidade.
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Luísa Cito
João Marôco
Universidade Lusófona
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Cito et al. (Qui,) estudaram esta questão.
www.synapsesocial.com/papers/68d44f6931b076d99fa5663a — DOI: https://doi.org/10.21203/rs.3.rs-7273143/v1
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