A rápida transformação digital da Indonésia na última década trouxe consigo um aumento nas ameaças cibernéticas, apresentando riscos significativos à segurança nacional, resiliência econômica e confiança pública. Este estudo investiga a escalada de incidentes cibernéticos entre 2020 e 2023, analisando suas tendências, respostas regulatórias e vulnerabilidades sistêmicas. Utilizando dados secundários de agências nacionais e plataformas internacionais, a pesquisa emprega métodos quantitativos e qualitativos para avaliar volumes de incidentes e a eficácia das políticas. Os resultados revelam um aumento acentuado nos incidentes cibernéticos, de 88 milhões em 2020 para mais de 1,65 bilhão em 2021, impulsionado principalmente por campanhas de phishing, ransomware e malware. Embora estruturas regulatórias como a Regulamentação BSSN nº 8/2020 e os Decretos Presidenciais 82/2022 e 47/2023 representem passos importantes, a aplicação continua fraca, e a coordenação setorial é limitada. O investimento em segurança cibernética é criticamente baixo, com uma média de apenas 0,02% do PIB, enquanto as PMEs permanecem particularmente vulneráveis devido à falta de recursos e consciência. A discussão sobre essas descobertas destaca barreiras sistêmicas, como fragmentação institucional, capacidade técnica insuficiente e uma cultura de segurança cibernética subdesenvolvida. O estudo enfatiza a importância da colaboração interagências, estruturas regulatórias adaptativas e aumento de investimento para construir resiliência nacional. Insights comparativos de melhores práticas globais sugerem que integrar feedback de partes interessadas e promover o aprendizado contínuo pode melhorar significativamente a resposta a ameaças e os resultados de governança. Em conclusão, a paisagem de segurança cibernética da Indonésia requer reorientação estratégica urgente. Uma estrutura nacional de segurança cibernética bem financiada, coordenada e flexível é essencial para proteger a infraestrutura digital do país e promover um desenvolvimento digital sustentável.
Rinaldo et al. (Qua,) estudaram essa questão.