O discurso recente descreve crescentemente sistemas avançados de inteligência artificial como ‘agentivos’. Modelos de linguagem capazes de planejar, fluxos de trabalho autônomos e arquiteturas multiagentes são considerados agentes na medida em que perseguem objetivos, iniciam ações e coordenam comportamentos ao longo do tempo. Este artigo argumenta que tais caracterizações se baseiam numa conflatação estrutural. Com base numa abordagem de agência fundamentada na continuidade, mostra que a maioria dos sistemas rotulados como ‘agentivos’ carece das condições sob as quais a agência pode surgir de fato. A agência, argumenta o artigo, não é uma conquista comportamental, mas uma resposta estrutural à pressão da continuidade: a necessidade de preservar um locus unificado de autoridade avaliativa através de trajetórias futuras incompatíveis. Otimização, planejamento e coordenação pressupõem tal unidade; eles não a geram. Sistemas que podem ser reinicializados, substituídos, ou governados por padrões avaliativos especificados externamente podem otimizar efetivamente sem possuir autoria da autoridade avaliativa. Aplicando este critério às arquiteturas de IA contemporâneas e práticas de governança, o artigo conclui que o principal perigo não reside em máquinas se tornarem agentes, mas em atribuir agência onde continuidade, autoria e responsabilidade estão estruturalmente ausentes.
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Peter Kahl
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Peter Kahl (Sun,) estudou esta questão.
www.synapsesocial.com/papers/699e9106f5123be5ed04e480 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.18743351
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