Os empregadores têm um interesse financeiro direto no sistema federal-estadual de seguro-desemprego (UI). Os impostos pagos pelos empregadores, que geralmente aumentam quando o ex-funcionário de um empregador recebe benefícios, costumam financiar o UI. Os empregadores podem contestar a elegibilidade dos trabalhadores, auxiliados por uma indústria crescente de gestão de reivindicações. Contudo, os estudiosos sabem pouco sobre a relação dessa prática com o recebimento de benefícios, em parte porque carecemos de dados administrativos publicamente disponíveis. Para preencher essa lacuna, usamos uma pesquisa original, nacionalmente representativa, de trabalhadores dos EUA que enfrentaram desemprego entre 2019 e 2024. Em nossa amostra nacional, um quarto dos trabalhadores desempregados relata contestações — um número maior do que estudos anteriores focados em estados isolados. Ainda assim, mais de um terço desses trabalhadores consegue solicitar benefícios com sucesso, sugerindo que os empregadores frequentemente contestam reivindicações provavelmente elegíveis. Além disso, os empregadores contestam com mais frequência as reivindicações de trabalhadores com menor escolaridade, o que pode ajudar a explicar disparidades no acesso ao UI conforme o nível educacional. Trabalhadores que relatam contestações têm menor probabilidade de solicitar benefícios e relatam taxas mais elevadas de dificuldades materiais e carga administrativa. Nossa análise fornece uma visão mais completa do papel dos empregadores na administração do UI e sugere que os formuladores de políticas devem considerar os trade-offs associados ao papel do empregador na administração dos benefícios do UI.
Hertel-Fernandez et al. (Tue,) estudaram essa questão.