Este estudo investiga os efeitos da temperatura de recozimento no comportamento de recristalização, evolução microestrutural e propriedades mecânicas da liga Ti-6Al-4V submetida a laminação a quente com redução de 90%. Observou-se esferoidização progressiva e crescimento de grãos com o aumento da temperatura de recozimento. A 650°C, a microestrutura manteve as fases α e β alongadas com mínima esferoidização, resultando na maior resistência à tração última de 1286 MPa, porém com baixa ductilidade. A 700°C, a fase α foi parcialmente esferoidizada, alcançando uma fração moderada de esferoidização com grãos β equiaxiais finos distribuídos uniformemente na matriz α. Essa condição proporcionou a melhor combinação de resistência (resistência à tração de 1197 MPa, limite de escoamento de 1089 MPa) e ductilidade (alongamento de 13,2%). Em contraste, o recozimento a 750°C causou crescimento significativo dos grãos, reduzindo a resistência, mas melhorando o alongamento. O crescimento da fase β ocorre com o progresso da esferoidização da α, acompanhado da redistribuição de V. O desempenho superior sob a condição de 700°C é atribuído a uma microestrutura bimodal composta por grãos ultrafinos esferoidizados e grãos parcialmente deformados, que sinergicamente aumentam o encruamento por discordâncias e a resistência à deformação, garantindo um equilíbrio entre resistência e ductilidade. As chapas finas laminadas a quente da liga Ti-6Al-4V foram recozidas. O crescimento da fase β ocorre com o avanço da recristalização da α acompanhado da redistribuição de V. O desempenho superior foi obtido sob a condição de recozimento a 700°C. Isso é atribuído a uma microestrutura bimodal composta por grãos recristalizados ultrafinos e grãos parcialmente deformados.
Lan et al. (Sat,) estudaram esta questão.