Esta tese explora a conceituação, medição e determinantes do bem-estar (WB) para esclarecer definições e melhorar o alinhamento das medidas de WB com os padrões teóricos. Termos como 'satisfação com a vida' e 'felicidade' são frequentemente confundidos, utilizados de forma indiscriminada. Um marco reflexivo é proposto para estabelecer uma terminologia clara: o 'bem-estar' é um conceito amplo e multidimensional vinculado às condições sociais, enquanto a 'satisfação com a vida' é uma autoavaliação cognitiva e a 'felicidade' refere-se a estados emocionais. A tese analisa 25 índices de bem-estar (WBI) internacionais e encontra disparidades significativas em como eles atendem aos padrões teóricos, especialmente em abordar desigualdades e dimensões subjetivas. Também são examinadas as diferenças nos enfoques de medição em 37 países da OCDE, demonstrando que essas variações afetam os resultados de WB. Além disso, identifica-se que o WB se correlaciona mais fortemente com recursos econômicos do que com a satisfação geral da vida, destacando a necessidade de distinguir o WB de indicadores econômicos como o PIB. Finalmente, estuda-se o impacto das instituições e sistemas econômicos no WB global, demonstrando que as instituições públicas têm mais influência no WB do que o crescimento econômico. Mostra-se que, além de um certo nível, fatores econômicos têm retornos decrescentes para o WB, enquanto a influência da democracia se torna mais evidente. Além disso, evidenciou-se que a pobreza continua sendo um obstáculo persistente ao WB, ressaltando a necessidade crítica de combater a privação econômica para melhorar o WB.
Eric Barberà Mas (Mon,) estudou esta questão.