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A salinidade desempenha um papel importante na fisiologia dos organismos marinhos e seus patógenos. À medida que o clima continua a mudar, as salinidades marinhas e estuarinas podem se tornar mais extremas e irregulares, potencialmente alterando as interações entre hospedeiro e patógeno. Nesta revisão, exploramos e destacamos o papel da salinidade em uma variedade de patossistemas, delineando os impactos para o hospedeiro, patógeno e suas interações. Apresentamos estudos de caso focados em pesca e aquicultura, incluindo preferências comportamentais por água doce em trutas infestadas por piolhos do mar e o uso de água doce como desinfetante na aquicultura de salmão, os efeitos da chuva e da seca na prevalência de uma infecção parasitária letal de crustáceos, bem como ambientes de baixa salinidade como refúgios de doenças em ostras. Também apresentamos um estudo de caso dos riscos à saúde humana examinando como a mudança nas salinidades costeiras pode afetar as doenças associadas aos produtos do mar, e um estudo de caso voltado para a conservação examinando o papel da salinidade e da doença na definição da distribuição de uma espécie formadora de habitat. As condições climáticas em mudança impulsionam diversos resultados epidemiológicos alterados pela salinidade nesses patossistemas. À medida que as salinidades se tornam mais variáveis e menos previsíveis, e a gestão pesqueira e a conservação marinha exigem uma prioridade crescente, estudos futuros investigando múltiplos estressores, incluindo a salinidade, em patossistemas fornecerão insights sobre a resiliência de organismos e ecossistemas sob cenários climáticos futuros. Este artigo faz parte da edição temática 'Gerenciando doenças marinhas infecciosas em populações selvagens'.
Rocker et al. (Thu,) estudaram essa questão.