Resumo: Avanços significativos foram feitos no campo da descoberta de medicamentos ópticos, abordando questões como penetração limitada e baixa biodisponibilidade. Novas formas de administração são essenciais para melhorar a adequação dos medicamentos e os resultados terapêuticos. Estratégias como transportadores baseados em nanotecnologia, hidrogéis, microagulhas e dispositivos implantáveis, incluindo implantes intravítreos e inserções biodegradáveis, garantem a administração de medicamentos a longo prazo, reduzindo a necessidade de doses frequentes e permitindo liberação controlada e sustentada de medicamentos, assegurando assim a entrega localizada enquanto minimiza a exposição sistêmica. Em particular, transportadores como lipossomas, dendrêmios ou nanopartículas poliméricas demonstraram potencial significativo para direcionar tecidos oculares posteriores. Ao mesmo tempo, a precisão terapêutica melhorou graças a sistemas bio-responsivos que liberam medicamentos em resposta a gatilhos fisiológicos específicos. A conformidade regulatória e considerações centradas no paciente, incluindo métodos não invasivos, são fundamentais para garantir a bem-sucedida tradução clínica dessas tecnologias. Esta revisão explora as últimas inovações na administração de medicamentos oculares, focando em seus mecanismos, aplicações terapêuticas e potencial de tradução para atender necessidades clínicas não atendidas em oftalmologia. Ao integrar tecnologias de ponta com abordagens de entrega inovadoras, o futuro da terapêutica ocular promete melhorar a precisão, eficácia e resultados para os pacientes.
Saini et al. (Terça,) estudaram esta questão.