Este artigo oferece uma resposta crítica ao artigo de Rahsaan Mahadeo, “Um Apelo por uma Sociologia Pública de Contra-Público.” Eu argumento que a sociologia pública não é fixa nem destinada a legitimar a dominação; pelo contrário, é um campo contestado cuja trajetória se diversificou desde sua formulação original. O artigo revisa os argumentos de Mahadeo—relativos à universidade como guardiã do conhecimento, ao privilégio de públicos elitistas e à cumplicidade da sociologia com o poder estatal—e responde destacando práticas contemporâneas de sociologia pública que contestam essas limitações. Baseando-me em desenvolvimentos teóricos e casos empíricos, mostro como as formas emergentes de sociologia pública ampliam públicos contra-hegemônicos e promovem resultados emancipatórios. Concluo que a crítica de Mahadeo corre o risco de obscurecer o trabalho que muitos sociólogos públicos já realizam com comunidades diversas para resistir e desafiar estruturas de dominação. A tarefa à frente não é abandonar ou simplesmente renomear a sociologia pública, mas identificar, expandir e alinhar seu potencial radical com lutas mais amplas por transformação social.
Fabian Palacios (Mon,) estudou esta questão.