A fricção de pele em caixões abertos é tipicamente reduzida durante a afundamento usando um anel preenchido com bentonita ao redor do caixão. Após o afundamento, é comum bombear argamassa cimentícia para o anel. A construção subsequente da base pode levar a pressões de flutuação para cima (levantamento) devido à água subterrânea. O levantamento é tipicamente resistido por duas forças: (1) o peso próprio do eixo; e (2) a fricção atuando na parte externa do caixão. Atualmente, não existe um método dedicado para calcular a fricção na resistência ao levantamento devido ao uso único de bentonita durante a fase de afundamento. Para preencher essa lacuna, este artigo apresenta resultados de testes laboratoriais projetados para simular (1) o afundamento do caixão; (2) a injeção de argamassa; e (3) a fricção resultante durante o levantamento. Dois fatores principais são explorados: a idade da bentonita no momento da injeção da argamassa e o tempo entre a injeção da argamassa e o início do levantamento. Mostra-se que a propagação da argamassa no anel é significativamente influenciada pela idade da bentonita. Contudo, o mecanismo de falha resultante e a fricção no levantamento mostram-se independentes de ambos os fatores. Um fator de fricção é derivado para uso rotineiro no projeto, e comparações são feitas com a construção de estacas escavadas, sugerindo que a aplicação deve ser confinada a areias de grão grosso. Esses são, ao nosso conhecimento, os primeiros experimentos documentados que replicam a injeção de argamassa dentro de um anel lubrificado e medem diretamente a fricção de levantamento nessas condições, proporcionando novo insight sobre o comportamento de dedos viscosos e preenchendo uma lacuna chave nas orientações atuais de projeto.
Swallow et al. (Mon,) estudaram esta questão.