ObjetivoEste artigo apresenta um marco integrado que combina perspectivas da enfermagem, psicologia ambiental e teoria crítica do espaço. O marco pretende apoiar o estudo da materialidade em UTIs e informar pesquisas futuras sobre as necessidades das partes interessadas e orientar intervenções de design para ambientes de cuidado mais favoráveis e curativos.FundamentaçãoAs unidades de terapia intensiva (UTIs) são espaços paradoxais projetados para salvar vidas, mas muitas vezes experienciados pelos pacientes como ambientes de dependência, desorientação e perda de controle. A materialidade dos ambientes da UTI pode agravar o estresse e comprometer a recuperação. Embora intervenções que tratam o ambiente material mostrem potencial para melhorar as experiências de cuidado, as abordagens existentes permanecem limitadas por perspectivas teóricas isoladas que não capturam a complexidade da materialidade da UTI.MétodosO marco conceitual integrado foi desenvolvido por meio de uma síntese informada por teorias guiada pela relevância para ambientes de UTI e complementaridade teórica. Três teorias estabelecidas foram sintetizadas — Modelo de Adaptação de Roy, Teoria do Design Suporte de Ulrich e Teoria Crítica de Lefebvre sobre Produção do Espaço — usando mapeamento conceitual através dos níveis ontológico, interacional e intervencional.ResultadosA análise revelou pontos convergentes e relações complementares entre as três teorias. O marco integrado sintetiza essas perspectivas em três dimensões interconectadas: estímulos ambientais e resposta adaptativa, produção espacial e relações de poder, e design suporte baseado em evidências.ConclusõesO marco integrado demonstra que ambientes de UTI curativos requerem abordagens interdisciplinares que abordem simultaneamente as dimensões biológica, psicológica, social e material interconectadas. Intervenções eficazes devem visar necessidades fisiológicas adaptativas, reduzir o estresse psicológico por meio de design suporte e desafiar relações de poder espaciais que marginalizam pacientes e famílias. Este marco fornece uma base para pesquisa e prática que capacita todas as partes interessadas relacionadas ao cuidado a moldar ativamente ambientes de UTI curativos.
Paquet et al. (Mon,) estudaram esta questão.