Este artigo critica as limitações dos modelos ortodoxos de construção de paz liberal no contexto do conflito prolongado do Sudão do Sul. Argumenta que os ciclos persistentes de violência e os acordos de paz frágeis decorrem de um desalinhamento fundamental entre os quadros institucionais importados e as realidades sociopolíticas enraizadas do país, caracterizadas por governança competitiva multinível, autoridade neopatrimonial e formas complexas de identidade. O artigo desenvolve um novo quadro teórico que sintetiza os conceitos de Ordens Políticas Híbridas, teoria do Mercado Político e Formação de Legitimidade para fornecer uma ferramenta analítica mais aprofundada. Este quadro integrado é então aplicado para desconstruir disposições-chave do Acordo Revitalizado para a Resolução do Conflito na República do Sudão do Sul (R-ARCSS), revelando a interação dinâmica entre instituições formais e informais. A análise produz implicações significativas tanto para a teoria da paz quanto para o desenho prático de intervenções que se envolvem com, ao invés de ignorar, as lógicas políticas endógenas do Sudão do Sul.
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Abraham Kuol Nyuon (Ph.D)
Institute for Peace Research and Security Policy
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Abraham Kuol Nyuon (Ph.D) (Qua,) estudou esta questão.
www.synapsesocial.com/papers/69d895d86c1944d70ce06f86 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.19475386